I Love You Till The End...


Nome: JORDANA LEE
Idade: 20
Moro: MG

* Estou lendo no momento: "FELIZ ANO VELHO", de Marcelo Rubens Paiva.


.: Love :.

CINEMA + JESUS + Rock 'n Roll + Minha Mãe + Amigos + Música + Filmes + Artes + Escrever + Livros + Biblioteca + Marilyn Monroe + Internet + Rita Lee + Pin Ups + Coisas Retrô + Bonecas antigas + Banda Imigrantes..

.: Hate :.

Ingratidão + Amigos Falsos + Falsidade + Poser + Pessoas esnobes + Fofoca + Multidão + Tempo quente + Que me enganem + Que mandem em mim + Machismo + Crises de Pânico + Minha depressão..


† Sobre o BLOG †

Este blog existe desde novembro de 2004, e antes era gótico. Porem com o passar dos anos, na monotonia da vida, enjoei dos posts antigos e infantis, e apaguei todos. Mas os comentários estão todos salvos e com muito carinho ^^ !

Este blog já teve os URL's:

† eyeshadow.zip.net
† vannacutt.zip.net
† papperdolls.zip.net
† jordanalee.zip.net


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Oláá
desculpem me o sumisso
acreditem não estava nada bem.

Bom, fiz uma música essa semana, se chama You Know,
e ficou mt linda, adorei ela, uma das minha melhores.



hj eu tava sentindo tanta saudade da minha ex banda, Vannacutt
acho que algum dia eu vou voltar com ela, nem q seja sozinha!

Gente desculpe-me, mas não tenhu nenhum texto pra postar hj
Prometo pegar textos super bacanas essa semana e ir postando.


Beeeijos
*_____*



- Publicado por Jordana Lee ás 18:57:25
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Dar Não é Fazer Amor

Dar é dar.
Fazer amor é lindo,
é sublime,
é encantador,
é esplêndido,
mas dar é bom pra cacete.

Dar é aquela coisa
que alguém te puxa os cabelos da nuca,
te chama de nomes que eu não escreveria,
não te vira com delicadeza,
não sente vergonha de ritmos animais.

Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.

Dar sem querer casar,
sem querer apresentar pra mãe,
sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.

Dar porque
o cara te esquenta a coluna vertebral,
te amolece o gingado, te molha o instinto.

Dar porque
a vida de uma publicitária em começo de carreira
é estressante, e dar relaxa.

Dar porque
se você não der para ele hoje,
vai dar amanhã, ou depois de amanhã.

Dar sem esperar ouvir promessas,
sem esperar ouvir carinhos,
sem esperar ouvir futuro.

Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para as mais desavisadas, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazia.

Dar é não ganhar.
É não ganhar
um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro
quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar,
para apresentar pra mãe,
pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que cê acha amor?".

Dar é inevitável,
dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda,
muito mais do que qualquer coisa,
uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa,
cura o mau humor,
ameniza todas as crises e faz você flutuar
o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.

Se você for chata, suas amigas perdoam.
Se você for brava, suas amigas perdoam.
Até se você for magra, as suas amigas perdoam.
Mas... experimente ser amada."


(Luis Fernando Veríssimo)






******************************************

Ahhh gente desculpe por que eu colokei o link errado do blog da minha amiga.
o Blog dela é http://www.keep-your.hand.zip.net .
Visitem o blog dela =D


Beeeijos;*




- Publicado por Jordana Lee ás 16:14:00
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Oláá
Hoje não vou postar nenhum texto nem poesia.
Só vim aki divulgar o blog da minha amigona
Que esta de novo endereço, e o blog tá liiindo





Beeeeeijãão Polly




- Publicado por Jordana Lee ás 21:10:50
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Medo da Eternidade

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Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.

- Não acaba nunca, e pronto.

- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.

- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.

- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.

- Perder a eternidade? Nunca.

O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

- Acabou-se o docinho. E agora?

- Agora mastigue para sempre.

Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito.

Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.



LISPECTOR, CLARICE. Medo da Eternidade. In A desoberta
do mundo. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984. p. 446-8









- Publicado por Jordana Lee ás 17:26:55
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