I Love You Till The End...


Nome: JORDANA LEE
Idade: 20
Moro: MG

* Estou lendo no momento: "FELIZ ANO VELHO", de Marcelo Rubens Paiva.


.: Love :.

CINEMA + JESUS + Rock 'n Roll + Minha Mãe + Amigos + Música + Filmes + Artes + Escrever + Livros + Biblioteca + Marilyn Monroe + Internet + Rita Lee + Pin Ups + Coisas Retrô + Bonecas antigas + Banda Imigrantes..

.: Hate :.

Ingratidão + Amigos Falsos + Falsidade + Poser + Pessoas esnobes + Fofoca + Multidão + Tempo quente + Que me enganem + Que mandem em mim + Machismo + Crises de Pânico + Minha depressão..


† Sobre o BLOG †

Este blog existe desde novembro de 2004, e antes era gótico. Porem com o passar dos anos, na monotonia da vida, enjoei dos posts antigos e infantis, e apaguei todos. Mas os comentários estão todos salvos e com muito carinho ^^ !

Este blog já teve os URL's:

† eyeshadow.zip.net
† vannacutt.zip.net
† papperdolls.zip.net
† jordanalee.zip.net


† Bandas Favoritas †

Alice In Chains + Stone Temple Pilots + Mutantes + Manacá + The Doors + Led Zeppelin + Nirvana + David Bowie + Rita Lee + Móveis Coloniais de Acaju + Sex Pistols + Deep Purple + Muse + Kidneythieves + Eths + Pearl Jam + Ramones + Mudhoney + Queen Of The Stone Age + Beirut + Madseason + Pantera + Pitty + Faith No More + Metallica + Disturbed + The Raveonettes + The Mars Volta + The Beatles + Janis Joplin + Alanis Morissette + Silverchair + AC/DC + Juliette and The Licks + Elastica + The Who + Babes In Toyland + Hole + My Syster Machine + Soundgarden + Audioslave + Sweet 75 + Foo Fighters + Los Hermanos + Blind Melon + The Fratellis + Strokes + Puppinis Sisters + The White Stripes + Elvis Presley + Distillers + Bikini Kill + L7 + Arctic Monkeys + Björk + Living Things + Incubus + Heart + Manic Street Preachers + Maria Rita...etc


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† Layout por †



by SIC Templates.

Cópia Total ou Parcial Proibida!



Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

(Arnaldo Jabor)







Muito obrigada pelos comentários!!
Kiss;*




- Publicado por Jordana Lee ás 12:29:03
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Oceano Profundo

como esta sua mente agora?
seus olhos relatam seu destino
da maneira mais medonha
o sol renegando em nome do instinto
a plenitude que o tempo condena
seus desejos que o mundo tirou
é o medo que o vida consede
se a vida não importar com o mundo

não à saída nesse abismo
o oceano que me condena
o mar que me afogo
tão profunda e eterna...

talvez seja tão invisível como
meus sentimentos, pertubados pela verdade
que as flores revelam em dias nublados
como as estrelas a brilhar a eternidade
você sabe do meu sofrimento
que eu mesma criei por odio de mim
não permiti que minha vida enxergasse
o sol que levanta da montanha ao fim

ainda amo esse coração vazio
e danço nas ondas do meu medo
seu misterioso pensamento me domina
onde o sol místico vá aonde eu entro...

...E segue comigo, pro fundo dos teus olhos...

____________________________________________
Feito por Jordana Fonseca.







Comentem!!




- Publicado por Jordana Lee ás 11:47:05
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Luiz Fernando Veríssimo e as Drogas

Depoimento de Luiz Fernando Veríssimo Sobre Sua Experiência com as Drogas

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de “experimenta, depois quando você quiser é só parar...” e eu fui na dele.
Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de “raiz”, da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do Leandro e Leonardo.
Achei legal, uma coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de “amigo” e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi:
-Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano. Era o princípio de tudo!
Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé.
Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve...
Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc.
Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores:
É o Tchan, Companhia do Pagode, Asa de Águia e muito mais.
Após o uso contínuo, eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia mexido antes, então, meu amigo me deu o que eu queria, um CD do Harmonia do Samba.
Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, razão do meu existir.
Eu pensava só nessa parte do corpo, respirava por ela, vivia por ela!
Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais...
Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas.
Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show e ao encontro dos grupos Karametade e Só Pra Contrariar, e até comprei a Caras que tinha o Rodriguinho na capa. Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo.
Não deu outra: entrei para um grupo de pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma música que não dizia nada, eu e mais outros 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos e fazíamos sinais combinados.
Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedia Coletânea “As Melhores do Molejão”. Foi terrível!!!
Eu já não pensava mais!!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas miseráveis e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir.
Cheguei ao fundo do poço, ao limiar da condição humana, quando comecei a escutar popozudas, bondes, tigrões, motinhas e tapinhas. Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido.
Quando saía à noite para as festas, pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas que queriam me mostrar o caminho das pedras...
Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: Ki-Kokolexo.
Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram à única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o médico falou que talvez tenha de recorrer ao Jazz, e até mesmo a Mozart e Bach.
Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga.Os traficantes só pensam em dinheiro.
Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam a visão para as coisas boas te oferecem drogas.Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, distante; vai perder as referências e definhar mentalmente.Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:
• Não ligue a TV no domingo à tarde;
• Não escute nada que venha de Goiânia ou do interior de São Paulo(especialmente de Campinas e Paulistana);
• Não entre em carros com adesivos “Fui.....”;
• Se te oferecerem um CD, procure saber se o indivíduo foi ao programa da Hebe ou ao Sabadão do Gugu;
• Mulheres gritando histericamente são outro indício;
• Não compre um CD que tenha mais de 6 pessoas na capa;
• Não vá a shows que os suspeitos façam passos ensaiados;
• Não compre nenhum CD em que a capa tenha nuvens ao fundo;
• Não compre nenhum CD que tenha vendido mais de 1 milhão de cópias no Brasil;
• Não escute nada que o autor não consiga uma concordância verbal mínima;
Mas principalmente, duvide de tudo e de todos.
A vida é bela!!! Eu sei que você consegue!!! Diga não às drogas!!!

Luiz Fernando Veríssimo.





Comentem!!!!!



- Publicado por Jordana Lee ás 20:37:55
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Colecionador

Colecionador de cheiros troca
um cheiro de cidade
por um cheiro de neblina
um cheiro de gasolina
por um cheiro de chuva fina
um cheiro de cimento
por um cheiro de orvalho no vento.

(Roseana Murray)







- Publicado por Jordana Lee ás 11:35:36
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Click na imagem para ampliar:







"Minha força está na solidão.
Não tenho medo nem de chuvas tempestivas
nem de grandes ventanias soltas,
pois eu também sou o escuro da noite."

( Clarice Lispector )


Beeeeijos;*




- Publicado por Jordana Lee ás 14:48:51
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Cemitério de Flores


No topo de uma colina inglesa
Há um místico cemíterio de flores
Que alivia o raio do sol, que nunca aparece
Anuncia o significado dos seus temores

(Dominando a melodia da minha palavra
Regeitando meu olhar em ti)

A cruz do túmulo de uma Rosa (como eu)
Sustenta em si a luz do luar
Iluminando o chão que Cristo pisou
Tirando a escuridão, pra mim poder te amar?

Neste cemíterio, meu querido
Esta aprisionada a florência da minha pureza
Nunca mais vou poder estar de novo com as flores
Reneguei elas por você, minha tristeza

Mas se você quiser, meu bem
Posso enterra-lo agora no cemíterio das flores
No topo mágico e oculto da colina inglesa
Colocarei velas a você, queimando junto
com minhas dores

No seu epitáfio
lapidarei meu canto
Clamando pelas lágrimas
Que cairam por você aos prantos
______________________________________
Feito por Jordana Fonseca.


***********************************************************

Novo gif by J.Lee:




Beeeeijos;*




- Publicado por Jordana Lee ás 20:40:28
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Todo Amor Que Houver Nessa Vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Cazuza






- Publicado por Jordana Lee ás 18:45:22
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Conto do dia das mães

*(Especial dia das Mães)*

Os anúncios na televisão, todos dizendo que sua mãe merecia algum produto lindo e supérfluo pouco importava para ela. Queria muito ganhar um presente maior do que esses, mais importante e que ultimamente tinha sido deixado de lado. Tentou diversas vezes e de todos os modos que seu dinheiro conseguiu suportar. Os testes, idéias, simpatias, desconfianças, novos testes. E nada, a espera por alguém que não vinha começava a destruir aos poucos seu casamento. E com o tempo iria destruir.

O pior eram as piadas e indiretas da família dele, pois nesses casos a culpa sempre é da mulher, ele dizia que era para ela não ligar, pois era brincadeira. Brincadeira? E desde quando ser chamada de árvore seca é brincadeira? E hoje no dia das mães ela tinha que ir, por obrigação para evitar uma briga, para a casa dos pais dele. Ver as irmãs e a mãe dele com aquela penca de filhos, olhando para ela como se fosse um monstro, ou algo esquisito. Uma árvore seca.

Preferiu engolir seu orgulho por seu casamento e foi para o pelotão de fuzilamento onde sempre morria e retornava para morrer mais uma vez. E o mais engraçado era ainda levar um doce para seus carrascos. No carro as tentativas de se acalmar fluíram bem. Chegou lá com o sorriso falso no rosto, nunca achou que viraria um ser artificial. Entre beijos e abraços recebeu elogios. Escutou um: Pena que você não é mãe ainda, não é?

Segurou fundo e deu a velha resposta: Ainda não. Mas terei muitos filhos. A mulher gorda respondeu: Se continuar demorando não terá idade para ter mais do que um filho. Sorriu e saiu. Ficou em um canto esperando o almoço começar. Sentiu o cheiro da lasanha e foi para a mesa. A barriga chiou e o cheiro da comida lhe deu enjôo saiu correndo para o banheiro e colocou o café para fora. O marido esperou na porta e ao ver o seu principio de desmaio ignorou o almoço e foi para um médico.

O médico fez todos os exames necessários, aguardou ela se sentiu melhor e com toda a calma disse as palavras que ela sempre quis ouvir: Meus parabéns, mamãe.

______________________________
Escrito por André Kaworu.


*****************************************************



A mamãe mais foda do mundo do rock
Courtney Love com sua filha Frances Bean Cobain



FELIZ DIA DAS MÃES ^^
;*****



- Publicado por Jordana Lee ás 22:54:13
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to arrumando umas imagens no meu pc,
para poder criar um button bacana pro blog.
=]

Vou criar vááárias paginas com alguns utilitarios
como GIF's, imagens, e templates by SIC Templates.
*-*

Kiss!




- Publicado por Jordana Lee ás 14:57:48
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Felicidade Clandestina

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruiva¬dos. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implo¬rar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, na¬dava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tran¬qüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquan¬to o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhe¬ra para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.


LISPECTOR, CLARICE. Felicidade Clandestina. In Felicidade
Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998.



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Eis fotos minhas e de algumas coisas que amo. Bandas Alice In Chains e Hole!!
x]






- Publicado por Jordana Lee ás 14:01:07
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Jardim de Sonhos


Passei tanto tempo da minha vida
cultivando sonhos no meu coração
para ver as pessoas destruirem eles assim
aumentando minha doce desilusão

Estou sozinha no mundo
Por que ninguém vai entender
Desisti de tudo que sempre sonhei
por ver minha vida chegar ao fim

Pra sempre vagarei no meu jardim de sonhos
mas nunca serei capaz de pegar uma flor sequer
ninguém pode entender o que sinto
Minha única saída é simplesmente esquecer

E um jardim de mil sorrisos
pra mim escolher qual deles usar.
é lamentável viver assim

É tão dificil entender a vida,
quando ela não entende você.
É tão dificil desistir de um sonho,
sendo que ele já faz parte de sua alma.
É tão dificil querer que as pessoas gostem de você,
sendo que você não gosta de si mesma.
É tão dificil querer viver quando já esta morta,
e não poder fazer mais nada recussitar.
É tão dificil querer companhia,
quando estas sozinha no mundo.

Um jardim de mil sorrisos
pra mim escolher qual deles usar.
é lamentável viver assim

Pra sempre vagarei no meu jardim de sonhos
mas nunca serei capaz de pegar uma flor sequer
ninguém pode entender o que sinto
Minha única saída é simplesmente esquecer

Só queria poder sonhar de novo.
E viver esse sonho, uma única vez...
E uma jardim de mil sorrisos
Pra mim escolher qual deles usar.
Mas já me acostumei viver assim...
Por mais banal que seja
a hipocrisia neo-humana...

__________________________________
Feito por Jordana Fonseca.






- Publicado por Jordana Lee ás 14:47:25
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† Layout by JORDANA LEE †