Nome: Jordana Lee Idade: 19 Moro: MG Minha Banda:Papper Dolls
* Estou lendo no momento: "Mate-me Por Favor", de Gillian McCain & Legs McNeil.
~ Love ~
Rock 'n Roll + Amigos + Música + Artes + Escrever + Livros + Biblioteca + Marilyn Monroe + Internet + Rita Lee + Pin Ups + Coisas Retrô + Bonecas antigas..
~ Hate ~
Falsidade + Poser + Pessoas esnobes + Fofoca + Multidão + Tempo quente + Que me enganem + Que mandem em mim + Machismo..
Sobre o BLOG ~
Este blog existe desde novembro de 2004, e antes era gótico. Porem com o passar dos anos, na monotonia da vida, enjoei dos posts antigos e infantis, e apaguei todos. Mas os comentarios estão todos salvos com muito carinho ^^ !
Alice In Chains + Stone Temple Pilots + Mutantes + The Doors + Led Zeppelin + Nirvana + David Bowie + Móveis Coloniais de Acaju + Sex Pistols + Deep Purple + KidneyThieves + Eths + Pearl Jam + Ramones + Mudhoney + Queen Of The Stone Age + Madseason + Pantera + Pitty + Faith No More + Metallica + Disturbed + The Raveonettes + The Mars Volta + The Beatles + Janis Joplin + Los Hermanos + Alanis Morissette + Silverchair + AC/DC + Juliette and The Licks + Elastica + The Who + Babes In Toyland + Hole + My Syster Machine + Soundgarden + Audioslave + Sweet 75 + Foo Fighters + Los Hermanos + Blind Melon + The Fratellis + Strokes + Puppinis Sisters + The White Stripes + Elvis Presley + Distillers + Bikini Kill + L7 + Arctic Monkeys + Björk + Living Things + Incubus + Manic Street Preachers...etc
Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto.
Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia.
Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que cê acha amor?".
Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.
Se você for chata, suas amigas perdoam. Se você for brava, suas amigas perdoam. Até se você for magra, as suas amigas perdoam. Mas... experimente ser amada."
(Luis Fernando Veríssimo)
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Ahhh gente desculpe por que eu colokei o link errado do blog da minha amiga. o Blog dela é http://www.keep-your.hand.zip.net . Visitem o blog dela =D
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, CLARICE. Medo da Eternidade. In A desoberta do mundo. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984. p. 446-8
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
como esta sua mente agora? seus olhos relatam seu destino da maneira mais medonha o sol renegando em nome do instinto a plenitude que o tempo condena seus desejos que o mundo tirou é o medo que o vida consede se a vida não importar com o mundo
não à saída nesse abismo o oceano que me condena o mar que me afogo tão profunda e eterna...
talvez seja tão invisível como meus sentimentos, pertubados pela verdade que as flores revelam em dias nublados como as estrelas a brilhar a eternidade você sabe do meu sofrimento que eu mesma criei por odio de mim não permiti que minha vida enxergasse o sol que levanta da montanha ao fim
ainda amo esse coração vazio e danço nas ondas do meu medo seu misterioso pensamento me domina onde o sol místico vá aonde eu entro...
...E segue comigo, pro fundo dos teus olhos...
____________________________________________ Feito por Jordana Fonseca.
Depoimento de Luiz Fernando Veríssimo Sobre Sua Experiência com as Drogas
Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de “experimenta, depois quando você quiser é só parar...” e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de “raiz”, da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do Leandro e Leonardo. Achei legal, uma coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de “amigo” e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi: -Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano. Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc. Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores: É o Tchan, Companhia do Pagode, Asa de Águia e muito mais. Após o uso contínuo, eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia mexido antes, então, meu amigo me deu o que eu queria, um CD do Harmonia do Samba. Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, razão do meu existir. Eu pensava só nessa parte do corpo, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais... Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show e ao encontro dos grupos Karametade e Só Pra Contrariar, e até comprei a Caras que tinha o Rodriguinho na capa. Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra: entrei para um grupo de pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma música que não dizia nada, eu e mais outros 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos e fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedia Coletânea “As Melhores do Molejão”. Foi terrível!!! Eu já não pensava mais!!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas miseráveis e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, ao limiar da condição humana, quando comecei a escutar popozudas, bondes, tigrões, motinhas e tapinhas. Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saía à noite para as festas, pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas que queriam me mostrar o caminho das pedras... Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: Ki-Kokolexo. Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram à única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o médico falou que talvez tenha de recorrer ao Jazz, e até mesmo a Mozart e Bach. Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga.Os traficantes só pensam em dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam a visão para as coisas boas te oferecem drogas.Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, distante; vai perder as referências e definhar mentalmente.Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte: • Não ligue a TV no domingo à tarde; • Não escute nada que venha de Goiânia ou do interior de São Paulo(especialmente de Campinas e Paulistana); • Não entre em carros com adesivos “Fui.....”; • Se te oferecerem um CD, procure saber se o indivíduo foi ao programa da Hebe ou ao Sabadão do Gugu; • Mulheres gritando histericamente são outro indício; • Não compre um CD que tenha mais de 6 pessoas na capa; • Não vá a shows que os suspeitos façam passos ensaiados; • Não compre nenhum CD em que a capa tenha nuvens ao fundo; • Não compre nenhum CD que tenha vendido mais de 1 milhão de cópias no Brasil; • Não escute nada que o autor não consiga uma concordância verbal mínima; Mas principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida é bela!!! Eu sei que você consegue!!! Diga não às drogas!!!
Colecionador de cheiros troca um cheiro de cidade por um cheiro de neblina um cheiro de gasolina por um cheiro de chuva fina um cheiro de cimento por um cheiro de orvalho no vento.
No topo de uma colina inglesa Há um místico cemíterio de flores Que alivia o raio do sol, que nunca aparece Anuncia o significado dos seus temores
(Dominando a melodia da minha palavra Regeitando meu olhar em ti)
A cruz do túmulo de uma Rosa (como eu) Sustenta em si a luz do luar Iluminando o chão que Cristo pisou Tirando a escuridão, pra mim poder te amar?
Neste cemíterio, meu querido Esta aprisionada a florência da minha pureza Nunca mais vou poder estar de novo com as flores Reneguei elas por você, minha tristeza
Mas se você quiser, meu bem Posso enterra-lo agora no cemíterio das flores No topo mágico e oculto da colina inglesa Colocarei velas a você, queimando junto com minhas dores
No seu epitáfio lapidarei meu canto Clamando pelas lágrimas Que cairam por você aos prantos ______________________________________ Feito por Jordana Fonseca.
Os anúncios na televisão, todos dizendo que sua mãe merecia algum produto lindo e supérfluo pouco importava para ela. Queria muito ganhar um presente maior do que esses, mais importante e que ultimamente tinha sido deixado de lado. Tentou diversas vezes e de todos os modos que seu dinheiro conseguiu suportar. Os testes, idéias, simpatias, desconfianças, novos testes. E nada, a espera por alguém que não vinha começava a destruir aos poucos seu casamento. E com o tempo iria destruir.
O pior eram as piadas e indiretas da família dele, pois nesses casos a culpa sempre é da mulher, ele dizia que era para ela não ligar, pois era brincadeira. Brincadeira? E desde quando ser chamada de árvore seca é brincadeira? E hoje no dia das mães ela tinha que ir, por obrigação para evitar uma briga, para a casa dos pais dele. Ver as irmãs e a mãe dele com aquela penca de filhos, olhando para ela como se fosse um monstro, ou algo esquisito. Uma árvore seca.
Preferiu engolir seu orgulho por seu casamento e foi para o pelotão de fuzilamento onde sempre morria e retornava para morrer mais uma vez. E o mais engraçado era ainda levar um doce para seus carrascos. No carro as tentativas de se acalmar fluíram bem. Chegou lá com o sorriso falso no rosto, nunca achou que viraria um ser artificial. Entre beijos e abraços recebeu elogios. Escutou um: Pena que você não é mãe ainda, não é?
Segurou fundo e deu a velha resposta: Ainda não. Mas terei muitos filhos. A mulher gorda respondeu: Se continuar demorando não terá idade para ter mais do que um filho. Sorriu e saiu. Ficou em um canto esperando o almoço começar. Sentiu o cheiro da lasanha e foi para a mesa. A barriga chiou e o cheiro da comida lhe deu enjôo saiu correndo para o banheiro e colocou o café para fora. O marido esperou na porta e ao ver o seu principio de desmaio ignorou o almoço e foi para um médico.
O médico fez todos os exames necessários, aguardou ela se sentiu melhor e com toda a calma disse as palavras que ela sempre quis ouvir: Meus parabéns, mamãe.
______________________________ Escrito por André Kaworu.
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruiva¬dos. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implo¬rar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, na¬dava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tran¬qüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquan¬to o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhe¬ra para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
LISPECTOR, CLARICE. Felicidade Clandestina. In Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998.
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Eis fotos minhas e de algumas coisas que amo. Bandas Alice In Chains e Hole!! x]
Passei tanto tempo da minha vida cultivando sonhos no meu coração para ver as pessoas destruirem eles assim aumentando minha doce desilusão
Estou sozinha no mundo Por que ninguém vai entender Desisti de tudo que sempre sonhei por ver minha vida chegar ao fim
Pra sempre vagarei no meu jardim de sonhos mas nunca serei capaz de pegar uma flor sequer ninguém pode entender o que sinto Minha única saída é simplesmente esquecer
E um jardim de mil sorrisos pra mim escolher qual deles usar. é lamentável viver assim
É tão dificil entender a vida, quando ela não entende você. É tão dificil desistir de um sonho, sendo que ele já faz parte de sua alma. É tão dificil querer que as pessoas gostem de você, sendo que você não gosta de si mesma. É tão dificil querer viver quando já esta morta, e não poder fazer mais nada recussitar. É tão dificil querer companhia, quando estas sozinha no mundo.
Um jardim de mil sorrisos pra mim escolher qual deles usar. é lamentável viver assim
Pra sempre vagarei no meu jardim de sonhos mas nunca serei capaz de pegar uma flor sequer ninguém pode entender o que sinto Minha única saída é simplesmente esquecer
Só queria poder sonhar de novo. E viver esse sonho, uma única vez... E uma jardim de mil sorrisos Pra mim escolher qual deles usar. Mas já me acostumei viver assim... Por mais banal que seja a hipocrisia neo-humana...
__________________________________ Feito por Jordana Fonseca.
Gente não to tendo tempo de pegar minhas poesias que estão no cd.. Por isso, colokei a letra da musica I Miss You do Blink 182 não que eu goste da banda, mas essa música merece um destaque especial né? Por falar dessas duas figura encantadoras de um dos filmes que mais me facinava na infãncia!
I Miss You (tradução) Sinto Sua Falta
Olá querida, anjo do meu pesadelo Sombra na escuridão do necrotério Vítima insuspeita das trevas do vale Podemos viver como Jack e Sally se nós quisermos Onde você sempre me encontrará E celebraremos o dia das bruxas no natal E à noite desejaremos que isso nunca acabe Desejaremos que isso nunca acabe
Sinto a sua falta, Sinto a sua falta
Onde está você? Estou tão arrependido Que não consigo dormir nem sonhar à noite Preciso de alguém e sempre Essa escuridão triste e sinistra Chega de fininho e me assusta Enquanto eu olhava Eu contava as teias das aranhas Que caçavam bichos e comiam suas entranhas Como a indecisão em ligar para você E ouvir sua voz traidora Volte e alivie a minha dor Alivie a minha dor
Não perca seu tempo comigo Você já é a voz dentro da minha cabeça (eu sinto sua falta) Não perca seu tempo comigo Você já é a voz dentro da minha cabeça (eu sinto sua falta)
Não perca seu tempo comigo Você já é a voz dentro da minha cabeça (eu sinto sua falta) Não perca seu tempo comigo Você já é a voz dentro da minha cabeça (eu sinto sua falta)
Não perca seu tempo comigo Você já é a voz dentro da minha cabeça (eu sinto sua falta) Não perca seu tempo comigo Você já é a voz dentro da minha cabeça (eu sinto sua falta)
Você tem a sensação de que o Brasil está ficando burro? Pois eu sim! Muito bem, foi disso que me lembrei quando dias atrás li o texto de Roberto Rocinelia, que dizia: "Na terça-feira, dia 22/02/2005, a Rede Globo recebeu 29 milhões de ligações para eliminar o Big Brother 'G', O médico malvado". Vamos colocar o preço da ligação 0300 a R$0,30. Então, teremos R$8.700.000,00. Isso mesmo! Este foi o valor que o povo brasileiro gastou em um só paredão. Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato "fiity to fifity" com a operadora do 0300, ou seja ela embolsou em um só paredão R$4.350.000,00. Alguém poderia ficar indignado com a Rede Globo e a operadora de telefonia ao saber que as classes menos abastadas da sociedade, que ganha mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro as contas dessas empresas. Mas o X da questão, não é esse. É saber que se paga por um programa como este de entretenimento vazio, que nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dela desfruta; mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes. Certa esta a Rede Globo. O programa BBB dura cerca de três meses. Ou seja, o sábio público tem ainda várias chances de votar e de gastar muito dinheiro. Nem a Unicef, quando faz o programa Criança Esperança, com forte cunho social arrecada tanto dinheiro. Deveriam bolar o BBB Unicef. Programas com BBB têm no mundo inteiro, mas em nenhum lugar do mundo faz tanto sucesso como no Brasil. Um país onde o cidadão vota para eliminar um candidato do BBB qualquer, mas não lembra em quem votou nas últimas eleições. Que simplismente anula seu voto por não acreditar nos políticos do Brasil, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita ser de extrema utilidade para seu desenvolvimento pessoal. Que vota num partido político sem nunca ter lido o programa do partido, mas que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de pagar o seu voto. Que eleitor é esse? Depois não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado etc. Aí agüenta um Severino Cavalcante, um Roberto Jéferson entre outros. Mas o povo brasileiro tem condições financeiras de juntar R$8 milhões em uma só noite para se divertir frente a tela da Rede Globo, ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia, religião ou de qualquer assunto para melhorar a articulação e a autocrítica. Chega de colocar a culpa na colonização do Brasil, na educação. Chega de culpar a elite e o congresso. Chega de procurar desculpas se a resposta está em nós mesmos. A Rede Globo sabe disso, os autores do Creu, o Bonde do Tigrão e assemelhadas sabem bem disso; o Gugu e o Faustão também; os gurus e xamãs da auto-ajuda também. Não é maldade é constatação.
José Neumani Pinto (Rádio Jovem Pan)
(minha opinião) Pessoal, está passando o tal BBB na tv. Ninguém aqui esta proibindo ninguém de assisti o programa. Acho até bacana nós depois de um dia intenso de trabalho, se distrair com filmes ou quelquer outro tipo de programa. Mas viver a base de tais programas como esse, é o cúmulo. Peguei emprestado o texto com minha professora de Sociologia, a Renata, porque achei um tema interessantíssimo e gostaria que outras pessoas tivessem esse conhecimento também. Esse ano de 2008, é um ano de eleições para prefeito e vereadores. Por favor galera, tenham pelo menos o bom senso de também terem a paciência de conhecerem mais os candidatos, avaliar e depois decidir quem são os mais adequados para assumirem os cargos pelos próximos quatro anos. As eleições são democráticas e 'gratuitas', nós não pagamos absolutamente nada para fazer o bem do nosso país. E pelo amor de Deus (se é que acreditam nele), não me venham com: "To nem aí para o Brasil" ; "Odeio esse país" ou "Tenho vergonha de ser brasileiro, só tem corrupto". Porque vergonha tenho EU de só ter imbecis morando no MEU país.
sempre olhando para a multidão como se eu pudesse ver meu futuro mas eu não consigo me esconder pois você grita meu nome ao túmulo
amor jovem ao sol... disse esse espírito de solitude perpétua como sol... minha alma obrigada a usar máscara sempre procurando pelo sol... espero demente por esse momento...aqui
como uma música que eu tinha ouvido deslizando em meus dedos, como o tempo como palavras sussurradas que eu havia escrito o toque do seu beijo me dá vida por dentro
poder voltar ao tempo por mais impossível que seja virou minha rotina diária agora caminho sem destino entre tumbas dou vida a minha solitude e mato minh'alma
vestida de anjo, igual a uma criança morta esperando pelo amor que você prometeu ainda cega pelas lágrimas que a você eu dedico esta sangria avisa que este tempo morreu
Pobre sol que queimará para todo sempre fornecendo luz e vida aos inúteis homens Sempre sozinho, a solitude te invadindo E seu coração amargurado adormeci eternamente.
amor jovem ao sol... perpétua como sol... sempre procurando pelo sol... Respira fundo e morre...
Como uma criança envenenada pela sua promessa enganosa Fingindo não estar enganada. Desejando estar sonhando mas eu sempre serei E continuo te amando... ______________________________ Feito por Jordana Fonseca.
você e eu... Seriamos imortais e viajariamos em nossos sonhos sem medo do desconhecido
Encontrariamos estrelas e fadas num mundo onde nossas almas não ousaria ter descoberto
{Assim é a lua e eu... Sem mistérios, sem medos, sem farsa...} [ Da luz do meu castelo sombrio Erguido na mais alta colina Insistindo em levar meus sentidos.]
E mesmo se a eternidade nos abraçasse agora, seriamos mortais por acreditar que nosso amor é maior que tudo.
Seriamos como a melodia da sombra que corre no ritmo dos olhos de um pequeno anjo que me livra de viver os mesmos sonhos
{Assim é a lua e eu... Sem mistérios, sem medos, sem farsa.}
Seria como ter de novo aquele sangue de criança, para acreditarmos na inocência do amor até mesmo na hora da morte
Nem se vivessimos em campos abertos meu sorriso permaneceria o mesmo pois pra vida toda dedicarei-me a te olhar e agradecer a Deus pela sorte
{Seja como a lua!}
Seria como se eu vagasse em meus sonhos e encontrasse esse brilho preludioso dos seus olhos Esse amor a me persseguir
{Assim é a lua e eu... Sem mistérios, sem medos, sem farsa...} Mas com você...
Uma criança com sonhos vivos acreditava que seu anjo não voava para o encanto do paraíso e levar suas preses à Cristo
As vezes, não lucida por querer construir castelos e mesmo sem olhos, havia visto as lágrimas dos seus sonhos escrito
Nas páginas do seu coração e decidiu construir uma asa com penas de pássaros mortos pelo chão e presentear seu anjo da guarda na esperança de que Deus tenha compaixão
E que ele lhe dê uma vida melhor feita com pedaços de seus sofrimento e perceber que sua asa fazia mais que voar poderia também faze-la voltar a amar
Conseguiria novos sonhos e sorrisos quando seu coração parasse de gritar mas o tempo passaria sem remorço e sua inocência acabaria pelos olhos
De uma criança que queria ser feliz e decidiu ajudar seu anjo com os sonhos que ela sempre quiz realizar-se de vidas sem espanto
________________________________ Feito por Jordana Lee.